Blog + TDB do 2° Curso Normal!

domingo, 20 de setembro de 2009

Viver sem parar - Redação de Português

Viver sem parar

O mundo se modifica a cada instante; é impossível prever o que poderá acontecer no dia seguinte. Devido a esta instabilidade, uma das coisas imprescindíveis a fazer é se manter “em movimento”. Manter-se em movimento significa deixar a acomodação de lado e ir em busca da inovação e do aprimoramento.
A humanidade sempre viveu em crise. Não falo só da crise econômica que arrebatou o mundo este ano, mas, também, da crise de valores éticos e morais que leva milhares de pessoas à ruína. O que podemos observar é que nesses períodos de crise o que nos falta são profissionais capacitados para lidar com diversas situações. Isso acontece porque, quando nos formamos e encontramos um bom trabalho, deixamos de aperfeiçoar nosso currículo e habilidades. Então, quando surgem momentos em que nossos empregos estão em risco, sentimos o quanto deveríamos ter nos mantido em movimento.
O estudo não acaba com a colação de grau da universidade. Todas as pessoas deveriam continuar estudando mesmo depois de formadas. Existem vários tipos de cursos que, além de ensinarem algo novo, transformam nossa visão de mundo e não deixam que nosso cérebro esfrie. Em consequência, aprimoramos nosso conhecimento e nos tornamos mais valorizados em comparação aos que levam uma vida “sedentária”. Além disso, há pesquisas que apontam que as pessoas que mantêm uma vida ativa são mais saudáveis e vivem melhor.
Portanto, há vários motivos para não parar de se movimentar e todos nós já sabemos o que fazer para que isso aconteça. Manter-se em movimento é preciso e isso depende apenas de cada um de nós.

Caroline Lipreri Andreolla

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Alma de Heróis - Redação de Português

Alma de Heróis

No mundo há aproximadamente 6,5 bilhões de habitantes. É impossível termos contato com todas essas pessoas, porém acabamos por conhecer aquelas que fazem ou fizeram a diferença na sua existência. Essas pessoas são conhecidas por seus atos memoráveis, por mudarem a vida de tantos outros e por sua busca incansável por um mundo melhor. E por que não chamá-las de heróis e heroínas? Heróis são aqueles que arriscaram a própria vida por um ato nobre, a questão é que nem sempre eles foram reconhecidos por isso.
Entre os que estão presentes na Terra, muitos podem ser considerados importantes, alguns podem ser necessários e poucos são verdadeiros heróis. De fato, se observarmos, há pessoas que dão a vida por um ideal e não são reconhecidas pelo seu árduo trabalho. Estes, que não possuem reconhecimento, podem ser considerados “heróis anônimos”.
Destaco entre eles, uma heroína chamada Irena Sendler, uma mulher que vivia na Polônia na época da Segunda Guerra Mundial e que salvou a vida de muitas crianças que estavam nos campos de concentração nazistas. Ela é apenas conhecida em seu país e por alguns historiadores. Faleceu no dia 12 de maio de 2008 em um asilo na Varsóvia. Foi apresentada como candidata ao Prêmio Nobel da Paz pelo governo da Polônia, mas não ganhou tal mérito.
Irena trabalhava em um campo de concentração onde dava auxílio aos judeus afetados pela epidemia de tifo. Vendo os horrores do tratamento que recebiam, ela se oferecia para tirar as crianças judias dos guetos, atestando que elas estavam doentes ou até mesmo mortas. Dava às crianças um novo nome e guardava os verdadeiros em vidros que enterrava embaixo de uma árvore de seu vizinho. Após terminada a guerra, Irena Sendler pôde devolver as crianças para suas famílias biológicas, porém muitas delas acabaram órfãs.
Mesmo tendo sofrido torturas e nunca tendo sido recompensada por seus atos, Irena guardou consigo uma frase: “Ajuda sempre o que está a se afogar, sem levar em conta sua religião ou nacionalidade. Ajudar cada dia alguém tem que ser uma necessidade que saia do coração”.
Que possamos também nos tornar heróis, sempre ajudando quem necessita, apesar de não sermos reconhecidos no mundo inteiro. A maior recompensa é a que vem de dentro de nós.

Caroline Lipreri Andreolla

domingo, 6 de setembro de 2009

Caderno digital: uma nova maneira de registrar a vida escolar

Caderno digital: uma nova maneira de registrar a vida escolar

Para quem estava acostumado com aquele caderno universitário preenchido por linhas horizontais, onde se escrevem todos os conteúdos estudados em sala de aula, há uma novidade: o caderno digital.
Este ano, nós, alunas do 2º Curso Normal, estamos utilizando essa tecnologia em nossas aulas de Informática na Educação, juntamente com alguns outros componentes curriculares ligados à didática. Através do caderno digital, também conhecido como blog, podemos nos comunicar, tirar dúvidas, postamos nossos projetos e atividades, além de estarmos fazendo avaliações virtuais. Ele tem facilitado nossa vida escolar, bem como tem sido um ótimo atrativo aos que adoram se aventurar pelo caminho da inovação.
Além dos blogs pessoais e do blog da nossa turma, estamos administrando os cadernos digitais de algumas turmas do ensino fundamental. Acompanhamos seus projetos na informática, murais, trabalhos, enfim, algumas das suas principais atividades e postamos no blog. O que temos percebido é a empolgação dos alunos e até o nosso próprio entusiasmo em estar lidando com o cotidiano escolar com outros olhos. A sala de aula deixou de ser apenas quadro, giz e caderno. Ela se expandiu, abrindo horizontes e acompanhando o desenvolvimento tecnológico e cultural da sociedade.
O caderno digital é mais um recurso que deu certo! Só tenho que agradecer, em nome de todas as normalistas, pela oportunidade criada e dizer que não pouparemos esforços para que esse sucesso se prolongue por muito mais tempo!

Caroline Lipreri Andreolla

sábado, 27 de junho de 2009

Turma 203 - 2º Curso Normal


Monitorias, práticas e substituições em 2009

MONITORIAS DE INFORMÁTICA
E CONSTRUÇÃO DO BLOG NO COLÉGIO SÃO CARLOS

Ao receber a notícia de que iríamos construir um blog para as turmas do ensino fundamental fiquei muito animada, pois já sabíamos que as nossas colegas do terceiro ano do curso normal haviam feito esse trabalho em 2008, porém começaram a construí-lo no segundo semestre e como nós possuíamos algum conhecimento relativo aos blogs, pudemos ter a oportunidade de iniciar logo.
De imediato escolhi a turma 34 da professora Graselí, porque conhecia seu trabalho como educadora do ano passado em que pude fazer monitorias na sua turma que também era uma 3ª série. As aulas de informática dessa turma são nas terças-feiras, no 1º período.
No dia seguinte a proposta do trabalho fui para a escola acompanhar a turma na aula de informática, era dia 17 de março e os alunos estavam realizando um projeto chamado “Amo Muito Tudo Isso”, em que coletariam imagens e fariam em um slide uma montagem com as coisas mais importantes em suas vidas. Neste dia, me apresentei para a turma, falei sobre o trabalho do blog, tirei algumas fotos e fiz anotações relativas ao projeto.
Nas próximas duas semanas, dias 24 e 31 de março os alunos iniciaram um novo projeto de informática chamado “Símbolo da Paz”, neste trabalho eles escolher uma imagem que representasse a paz para eles e formularam uma frase, anexando-as em um slide do Power Point, onde fariam cópias e imprimiriam como adesivos para distribuir às pessoas nas ruas. Nestas duas aulas tirei mais fotos, inclusive aquelas individuais que seriam postas na apresentação dos alunos da turma.
Na sexta-feira, dia 03 de abril, acompanhei uma aula de educação física dos alunos em que eles fizeram algumas atividades livres. Fotografei-os e tiramos nossa primeira foto coletiva.
No dia 07 de abril, na aula de informática, alguns alunos continuaram com o projeto “Símbolo da Paz”, já os que acabaram puderam jogar livremente.
Nas aulas os dias 14 e 28 de abril, a turma 34 trabalhou com os educativos expoentes, no qual exploraram o jogo “navegando com as quatro operações”.
Os alunos começaram um novo projeto no dia 5 de maio, que consta em trabalhar com histórias em quadrinhos. Primeiro eles deveriam ordenar a história que já estava no Power Point e depois escrever um texto relacionado com essa história em quadrinhos. Neste dia, fui à sala de aula deles e acompanhei um período após o recreio. Tirei fotos dos murais, trabalhos, dos alunos realizando as atividades e depois tiramos nossa foto em conjunto nas escadas.
Estou gostando muito de trabalhar com esta turma, apesar das dificuldades e alguns problemas que surgem, sempre encontrei uma saída e não há nada que possa atrapalhar um trabalho que traz prazer a quem o realiza.

MONITORIAS REALIZADAS NA ESCOLA ALFREDO PETEFFI

À convite de minha colega Paola, comecei a fazer práticas na escola Alfredo Peteffi em uma turma de 2° ano. A turma foi reduzida devido à existência de uma menina chamada Karol, que é portadora da síndrome de Dawn.
Gosto muito de realizar monitorias nesta escola, pois além de ter uma ótima estrutura, os alunos são educados e as professoras nos dão dicas muito importantes.
Nestas monitorias pude aplicar muitos conhecimentos adquiridos na escola, principalmente ao que diz respeito à individualidade de cada aluno, que devemos respeitar seu tempo necessário de aprendizagem e não forçá-lo a realizar atividades das quais não é capaz.
Quando estou na turma, ajudo a professora a cuidar dos alunos, auxiliando-os quando preciso, mas dou atenção especial para a menina Karol. Ela ainda possui grandes dificuldades e ainda não está alfabetizada como a maioria dos seus colegas, é uma garota doce que necessita de atenção e está sempre fazendo de tudo para chamar a atenção. Procuro tratá-la igual a todos os outros alunos, porém ajudando-a e incentivando-a mais na realização das atividades.
Esta escola me trouxe algo que nunca havia sentido antes, a necessidade de dar segurança às crianças, que por serem do 2° ano, não possuem total autonomia e dependem muito da professora.
Acredito que os desafios que estou enfrentando serão úteis na realização do estágio e no decorrer de toda a minha carreira profissional, não só como futura professora, mas como um ser humano.

PRÁTICA NA ESCOLA SANTA CORONA

Quanto à prática que realizei na escola Santa Corona, senti grande entusiasmo e ao mesmo tempo nervosismo, pois foi a primeira vez que contei uma história no avental para as crianças.
Durante a contação de histórias, Roberta e eu tivemos que improvisar várias vezes, devido às interrupções constantes dos alunos que participaram da história ativamente. Pude ver com os meus próprios olhos o que os nossos professores vivem nos dizendo: “nem tudo o que planejamos sai realmente da forma como queríamos”.
Em seguida, na aplicação das atividades, notei como os alunos da primeira turma eram mais atentos e possuíam maior potencial de raciocínio do que as crianças da segunda turma. Realmente cada professor possui um método diferente de ensinar e isso se reflete no educando.
Adorei fazer esse tipo de prática e principalmente de contar histórias às crianças. Vê-las fascinadas ao saírem do mundo real e irem a um mundo mágico onde só as histórias são capazes de levá-las é, realmente, gratificante, faz com que nosso trabalho tenha sentido.

MONITORIAS E SUBSTITUIÇÕES NA ESCOLA INFANTIL MARQUINHOS

Nesta escola infantil descobri que possuo paciência. Parece engraçado, mas é a mais pura das verdades. Nunca me senti tão realizada ao trabalhar com crianças tão pequenas e fazer das suas brincadeiras uma oportunidade de aprendizagem e respondendo os seus “porquês” notei que mesmo eu, que já estudei bastante, sei ler, escrever, interpretar, compreender, etc. não sei responder a todos os “porquês” do mundo; então você termina dizendo: “Porque sim” e eu odiava que me respondessem assim quando era pequena.
As crianças são o futuro do nosso mundo, devemos dar toda uma atenção especial a elas. Nos momentos em que substitui a professora de uma turma de jardim, fizemos uma atividade que consistia em desenhar seus antepassados, as crianças eram de várias origens, alguns desenhar negros, outros índios, alguns alemães e italianos. É claro que os desenhos requeriam toda uma análise, pois nem sempre é fácil decifrar o que um aluno desenha, o que para nós parece apenas rabiscos, para eles possui grande significado. Então, passei um a um e pedi o que estavam desenhando, fiquei surpresa com a criatividade deles.
Um dia quando fui à essa escola fiquei com as crianças do berçário, cuidando deles enquanto estavam na hora do soninho. Era tão silencioso que minha vontade era entrar em um daqueles berços e dormir com eles. Até que um bebê acordou, ficou em pé e ergueu seus bracinhos para eu pegá-lo no colo. Fiquei com ele até que pegou no sono novamente. É como se você fosse um pouco mãe de seus alunos, eles cativam, trazem alegria, amor, esperança.
Espero que minhas monitorias continuem trazendo benefícios para minha vida pessoal e profissional.